Thaís Cavalcante

Portfolio

Sobre

2018-08-17 UCL Campanha 2018.2-122

 

Sou estudante de jornalismo na Unicarioca, Analista de Conteúdo na Celso Lisboa e jornalista correspondente no RioOnWatch e Voz das Comunidades.

 

Agora vou te contar como cheguei até aqui …

Por todas as escolas públicas que passei, as matérias que envolviam a escrita eram as minhas favoritas. Meus pais, mesmo com pouca escolaridade, compravam cadernos e canetas para que nunca me faltasse incentivo. Quando jovem, a lista de empréstimo de livros em Bibliotecas Comunitárias frequentemente era assinada com o meu nome. Meu gosto ia de biografias até histórias de ficção. Em meio às prateleiras, conheci mais sobre Ricardo Noblat e devorei seus dois livros sobre seu dia a dia na profissão de jornalismo.

Jornalismo, minha irmã reforçava. Ela, uma das mulheres mais inspiradoras que já conheci, não poderia falhar. Acolhi seu conselho. Há seis anos atrás, subi o morro para a primeira aula de comunicação comunitária da minha vida, na sede de um dos primeiros jornais comunitários do Rio de Janeiro, o jornal O Cidadão. Ali, descobri a profissão que mudou a minha forma de enxergar o mundo e o meu papel nele. Durante cinco anos, aprendi, escrevi, realizei cursos e oficinas e até coordenei equipe.

Mais que comunicação, atuar no jornal me fez conhecer a favela onde moro, a Maré. Moro nela há vinte e quatro anos e só depois que ouvi sua história através da boca dos próprios moradores que, percebi o seu valor. Passei a enxergar o meu valor também. Parei de me sentir à margem e passei a me sentir parte.

Assim, pude contribuir em projetos atuando com diferentes tipos de comunicação: radioweb para a rádio local, comunicação institucional ou mapeamento de ruas, cultural e comercial. Em paralelo, ocupava meu tempo aprendendo em cursos gratuitos de jornalismo alternativo e popular. Comprovei o meu trabalho através do meu registro profissional, validado pelo Ministério do Trabalho. Para ter também o reconhecimento da academia, frequentei um pré-vestibular comunitário por quase dois anos, até conquistar a bolsa integral na graduação de Jornalismo. Senti que parte do meu sonho tinha se realizado.

As histórias que escrevia passaram a ter mais visibilidade. A cada conversa, palestra ou entrevista que eu dava sobre a Maré, sentia que as pessoas se importavam. Eu também me importava e por isso trabalhei inicialmente como comunicadora voluntária. Minha vontade de crescer só aumentava. Fui a São Paulo e Alagoas para falar e aprender sobre comunicação.

Falava da Maré para jornalistas do Brasil e do mundo. Mesmo assim, nunca imaginei que, com apenas 22 anos e ainda na faculdade, teria a oportunidade de atuar no jornalismo internacional. Recebi convites para escrever sobre a Maré no The Guardian, num projeto que durou mais de dois anos, escrevi um artigo especial para a BBC e tive a minha primeira matéria traduzida para uma revista em alemão.

Fui correspondente do portal de notícias Viva Favela, Favela Tem Memória e da Revista Viração. Em 2017, junto com dois parceiros, criei o portal Favela Em Pauta, com o objetivo de noticiar diferentes temas mais aprofundados sobre as favelas cariocas. Atualmente, faço jornalismo na Unicarioca, Analista de Conteúdo na Celso Lisboa e jornalista correspondente no RioOnWatch e Voz das Comunidades.

 

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